Campanha PreservAÇÃO
A intensa ação de devastação, que nos últimos três anos está destruindo os recursos florestais e hídricos da região ecológica do babaçu, coloca em risco a atividade das quebradeiras de coco, além de dificultar a consolidação das Leis do Babaçu Livre que asseguram o uso comum do recurso natural, um direito dessas populações tradicionais.
Esses dados foram apontados em uma pesquisa realizada pelo MIQCB – Movimento Interestadual das quebradeiras de Coco Babaçu nos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins, que serve de base para a Campanha “Preservação – As Quebradeiras de Coco na Luta contra a Devastação dos Babaçuais”.
Foram identificadas áreas de palmeirais que estão sofrendo queimadas e envenenamento de pindovas, além das indústrias responsáveis pela coleta e queima do coco inteiro e demais questões que estão assolando as quebradeiras na atualidade.
A região ecológica de babaçuais existente na área de atuação do MIQCB corresponde a 18 milhões de hectares. A intensidade desse processo de devestação tem sido responsável pela desestruturação econômica de aproximadamente 400 mil famílias extrativistas que vivem da coleta e quebra do coco para a extração da amêndoa.
O objetivo principal desta Campanha é tornar pública a atual situação enfrentada pelas quebradeiras de coco, lutar contra o processo de devastação dos babaçuais e influenciar políticas governamentais que garantam o direito ao livre acesso.
CAMPANHA - O Lançamento Nacional da Campanha aconteceu no dia 25 de outubro, às 16 horas, no Auditório da OAB, em Teresina – PI. Na ocasião houve também o lançamento do livro “Guerra Ecológica nos Babaçuais”, resultado do relatório da pesquisa. Mais de 200 quebradeiras de coco dos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins e Pará estiveram presentes, representando as 300 mil quebradeiras que lutam para viver de forma sustentável nos estados atingidos pela devastação.





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