0
novembro 21, 2016 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

Arquipélago do Bailique/AP ganha primeiro Curso Técnico em Alimentos

A oportunidade de capacitação técnica para os comunitários ribeirinhos do Arquipélago do Bailique no Amapá, a 160 km da capital Macapá, teve seu primeiro passo dado este mês, com a realização do processo seletivo aplicado para 80 jovens na Escola Bosque local.

O Curso Técnico em Alimentos do Centro de Vocação Tecnológico Agrobiodiversidade do Bailique terá início em 2017, vinte vagas foram disponíveis para a primeira turma do curso que terá ênfase em superalimentos, liofilizando as polpas dos frutos nativos para a produção de super misturas como suprimentos nutricionais, algo inovador para as comunidades e que pode ser usado na merenda escolar para fortalecimento nutricional dos alunos.

O curso tem o financiamento da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECIS/MCTI) com a coordenação da Universidade Federal do Rio Grande (FAURG) e parceria com a Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB), a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/AP) e o Instituto Mamirauá, além disso terá a coordenação local da Associação da Escola Família Agroextrativista do Bailique.

O diretor executivo da OELA, Rubens Gomes destaca que entre os benefícios que o curso trará para a região está a aproximação da ciência, tecnologia e inovação para as comunidades tradicionais com o intuito de construir mecanismos inovadores para os processamentos e beneficiamentos dos produtos da sociobiodiversidade.

Além disso, Rubens acredita que o auxílio da biotecnologia contribuirá com a produção local e ajudará a sair das cadeias de suprimentos secularmente dominadas pelos cartéis de atravessadores externos.

O curso técnico em alimentos do Centro de Vocação Tecnológico Agrobiodiversidade é uma política pública embrião da Escola Família Agroextrativista, a sétima escola deste tipo no Estado do Amapá, criada pelas comunidades para dar seguimento ao curso ao longo dos anos e continuar garantindo desenvolvimento nessa localidade que é composta por oito ilhas com a distribuição de aproximadamente quarenta comunidades onde residem sete mil habitantes.

O curso é um dos resultados do Protocolo Comunitário do Bailique, um instrumento de empoderamento local e de gestão territorial e conservação da biodiversidade que há três anos vem sendo desenvolvido pela ACTB com o apoio financeiro do Fundo Vale e apoio técnico da OELA e do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).

A Escola Família Agroextrativista do Bailique terá sua sustentabilidade e manutenção embasada no mercado de produção dos açaizais da região realizada pelos comunitários que estão em busca das melhorias na qualidade e quantidade da produção a partir do processo de certificação pelo padrão SLIMF para pequenos produtores do FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) que já se encontra em andamento.

0.0/60votes
Voting statistics:
RatePercentageVotes
60%0
50%0
40%0
30%0
20%0
10%0
Click to share thisClick to share this