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abril 11, 2012 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

GTA assina convênio com Secretaria de Meio Ambiente do Amapá

O convênio tem por objetivo o repasse de recursos financeiros para o apoio ao fortalecimento das comunidades do Assentamento do Maracá, no Município de Mazagão, por meio da capacitação de lideranças comunitárias na elaboração de projetos sociais.

Por muito tempo a população rural da Amazônia, em especial a do estado do Amapá, não foi atendida por uma formação básica de qualidade. Essa constatação se reflete em muitas áreas. No caso específico de elaboração de projetos sociais assistimos a peregrinação das lideranças comunitárias às metrópoles em busca de apoio para suas iniciativas. Alguns encontram guarida na boa vontade de alguns abnegados colaboradores voluntários, mas muitos deles retornam a sua região sem grandes novidades e avanços.

É nesse contexto que o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e o Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente do estado (SEMA), representada pelo secretário Dr. Grayton Tavares Toledo, firmaram parceria para apoiar o fortalecimento das comunidades do Assentamento Extrativista do Maracá, no Município de Mazagão, por meio da capacitação de lideranças comunitárias na elaboração de projetos sociais.

Pactuado no último dia 04, o intuito desse convênio é mobilizar as entidades do Assentamento para realizar uma oficina de elaboração de projetos para 30 lideranças, representando 15 entidades socais, com vistas a suprir parte dessa carência de capacitação em elaboração de projetos e prestação de contas. O recurso é proveniente do Fundo Especial de Recursos Para o Meio Ambiente (FERMA).

“O Grupo de Trabalho Amazônico – Rede GTA tem recebido uma enxurrada de pedidos de ajuda e, na medida do possível, tem tentado ajudar. Porém, sem apoio e com demanda crescente, reconhecemos que temos feito pouco”, contou Henrique Vasconcelos, diretor-secretário do GTA.

O Assentamento Extrativista do Maracá é marcado por um cenário de briga dos movimentos rurais com a multinacional Projeto Jari, que havia grilado grande parte das terras do sul do Estado para a produção de matéria prima na fabricação de celulose e exploração de jazidas minerais.

Com abundância de recursos naturais na área, as comunidades locais vivem da extração e uso na medicina alternativa de óleos como, o da copaíba, andiroba, pracaxi, leite do amapá, confecção de artesanatos feitos com cipó titica, caranã, taboa, buriti e construção de móveis de madeira, entre outras formas.

Para Rubens Gomes, presidente do GTA, “só essas práticas não são suficientes para garantir o futuro das comunidades. É preciso políticas públicas de incentivo e auxílio dessas lideranças para elaboração e implementação de projetos, já que são eles os maiores detentores do conhecimento tradicional da base”.

 

Assessoria de Comunicação Rede GTA - com colaboração de Henrique Vasconcelos e Rubens Gomes.

   
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