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janeiro 28, 2014 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA, Protocolo Comunitário

PRIMEIRA OFICINA NO POLO III DO GTA NO AMAPÁ SOBRE A CONSTRUÇÃO DO PROTOCOLO COMUNITÁRIO E DO COMITÊ DE CONHECIMENTOS TRADICIONAIS

Para dar sequência às oficinas de construção do protocolo comunitário no arquipélago do Bailique, a comunidade do Franquinho, cercada de belas matas e campos naturais, foi a escolhida nesse último mês, nos dias 17 e 18 de Janeiro de 2014, para sediar a oficina do polo III.

A comunidade do Bailique é formada por uma média de 45 comunidades. Para este projeto o arquipélago foi dividido em quatro polos para facilitar o desenvolvimento das oficinas. Serão realizadas 4 oficinas em cada um dos polos.

Oficina na Comunidade Franquinho

Participaram várias lideranças das comunidades do polo III. Estavam também presentes o Conselho Comunitário do Bailique, a Colônia de Pescadores Z5, a Dra Ana Euler do IEF, Dra Catherine Aubertin pesquisadora visitante, Dr Carlos Potiara do Departamento de Patrimônio Genético do MMA, Dr Luiz Carlos Joels consultor externo do GTA, como também duas representantes do Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Claudia de Pinho e Lucely Morais Pio ( Articulação Pacari).

Durante os dois dias foram discutidas questões ligadas a identidade da comunidade, ao uso de recursos naturais e regras internas para seu uso, foi feita uma discussão sobre a governança das instituições comunitárias e iniciado o processo de mapeamento de cada comunidade, identificando os recursos naturais e modo de manejo.

Iniciou-se igualmente nesta oficina o processo da construção do comitê de conhecimentos tradicionais do Bailique. Esse grupo será formado por representantes de todas as comunidades do Bailique que detenham conhecimentos tradicionais. Esta oficina contou com um grupo parteiras e benzedeiras da região. Esse Comitê de Conhecimentos Tradicionais possui importantes objetivos, que vão além do levantamento dos diversos conhecimentos tradicionais da comunidade do Bailique, como também na troca de informações entre os detentores de conhecimento, na criação de uma rede de apoio entre eles, no registro e catalogação desses conhecimentos tradicionais em forma escrita, bem como na proposta de formação das farmácias populares no Bailique que utilizem desse rico conhecimento. Para essa oficina, foi essencial a participação da pantaneira Claudia de Pinho e da quilombola Lucely Morais Pio que dividiram com o grupo suas experiências em trabalhar com conhecimento tradicional em suas comunidades.

O próximo passo deste GT, foi de convocar à todas as parteiras e benzedeiras que atuam nas comunidades do Bailique para uma reunião no dia 25/1 na sede do GTA/Bailique, com intuito dar inicio ao processo de reestruturacão da sua associação, e juntas planejarem a próxima oficina que ocorrerá na Vila Progresso, na Escola Bosque, nos dias 31/1, 1 e 2/2/14.

Esse projeto inovador está sendo desenvolvido pela Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Regional Amapá do GTA, em parceria com o Conselho Comunitário do Bailique (CCB) e a Colônia de Pescadores Z5 e tem como parceiros diretos o Fundo Vale, AVINA e de cooperação técnica com Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF) e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA.

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