0

OFICINAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PROTOCOLO COMUNITÁRIO NO ARQUIPÉLAGO DO BAILIQUE - POLO 4 COMUNIDADE SÃO JOÃO BATISTA

O Projeto para a construção do Protocolo Comunitário no arquipélago do Bailique está em sua segunda fase de oficinas. A comunidade São João Batista recebeu durante dois dias na última semana a equipe e as comunidades convidadas para a realização das oficinas. Para executar as oficinas a equipe dividiu o arquipélago em quatro polos e para desenvolver o projeto, serão feitas quatro rodadas de oficinas em cada um. A primeira rodada das oficinas já foi finalizada com sucesso em todos os quatro polos. A Comunidade São João Batista faz parte do Polo 4 e já está na segunda rodada das oficinas.

Além dos representantes da comunidade São João Batista, participaram também as comunidades: Nossa Senhora Aparecida, Jaranduba, Vila Novo Paraíso, Igarapé Carneiro, Vila Progresso e Buritizal, como também duas comunidades do Polo 3, Freguesia e Ponta da Esperança. Estavam presentes as instituições: O Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), o Conselho Comunitário do Bailique (CCB); a Rede GTA – Amapá; a Colônia de Pescadores Z-5; o Ministério do Meio Ambiente (MMA); o Instituto Estadual de Florestas (IEF); representantes da Escola Bosque e; o Movimento de Mulheres do Bailique. A produtora Castanha Comunicação também participou da oficina e deu continuidade as gravações áudio visuais dos dois futuros documentários sobre o Protocolo Comunitário.

Oficina Comunidade São João Batista.

Oficina Comunidade São João Batista.

As boas vindas foram dadas pelo Presidente da Associação de Moradores da Comunidade sede, Sr. Raimundo Barbosa e pela representante da comunidade Vila Novo Paraíso, Srª. Dinailma Sarges.

A oficina no primeiro dia contou com 29 participantes. A comunidade Ponta da Esperança participou pela primeira vez do ciclo de oficinas do Projeto. Nessa oficina houve uma grande participação da juventude Bailiquiense.

As atividades nessa oficina seguiram diversas metodologias, como a leitura dos conceitos impressos nos cartazes apresentados e dos trabalhos em grupo, onde cada grupo teve a oportunidade de discutir exemplos locais ligados à sua realidade e cotidiano.

  Após o almoço no primeiro dia, os participantes se animaram ao som do forró com a apresentação do show de música do comunitário Rogério. O segundo dia de oficina iniciou-se com a palavra do presidente da comunidade, Sr. Raimundo e da oração feira pelo Sr. Deoclides, contando com a participação de 33 pessoas. A equipe pediu aos participantes para escreverem em uma tarjeta uma palavra ou frase que definisse as expectativas relacionadas ao dia. A partir desse exercício a equipe pode identificar e certificar da importância do repasse desses conhecimentos para às comunidades e como o interesse dos mesmos vem se fortalecendo cada vez mais.
Exposição de fotografias.

Exposição de fotografias.

A equipe GTA organizou uma exposição de fotografias durante os dois dias, devolvendo às comunidades do Polo 4 as memórias fotográficas retiradas na primeira oficina do primeiro ciclo. Será feita no Encontrão nos dias 5,6 e 7 de junho, uma grande exposição. Nesses três dias estarão as fotografias de todas as comunidades do arquipélago do Bailique retiradas durante as oficinas.

Essa rodada de oficinas visa capacitar as comunidades com temas técnicos, como também trazer e esclarecer os diversos conceitos, convenções e legislações nacionais e internacionais, utilizados nas diferentes esferas políticas.

São discutidos e interpretados pelos participantes das comunidades em conjunto com a equipe, o vocabulário local e os termos técnicos, como também os vários conceitos básicos para a compreensão das políticas voltadas para a construção do Protocolo Comunitário e suas leis, tais como: biodiversidade, sociobiodiversidade, desenvolvimento sustentável, agrobiodiversidade, agroecologia, agroextrativismo, material e recursos genéticos, biotecnologia, bioprospecção, contrato de acesso aos recursos genéticos e tradicionais e sobre repartição de benefícios, entre outros.

Essa rodada de oficinas possuí também a finalidade de repassar e explicar aos participantes as legislações nacionais (Convenção da Diversidade Biológica – CDB, Artigos 12 e 15) e internacionais (Protocolo de Nagoia). As políticas públicas nacionais voltadas aos Povos e Comunidades Tradicionais, assim como à agricultura familiar também foram apresentadas e desmistificadas para os participantes. Dessa forma os ali presentes poderão compreender as maneiras de aplicação das leis e dos acordos entre os envolvidos, além de qual forma as comunidades conseguirão atuar futuramente com seus recursos naturais. O maior objetivo do repasse do conteúdo é capacitar as comunidades presentes nas oficinas, sendo que estas possam multiplicar essas informações dentro das comunidades para as pessoas que não participaram do evento. Até agora as informações repassadas pelas oficinas já alcançaram mais de 400 famílias no arquipélago do Bailique.

A Rede GTA disponibilizou um Kit, contendo três cadernos com os conteúdos. Cada caderno possui os temas abordados durante as oficinas: i. Conceitos; ii. Legislação Internacional e Nacional e; iii. Políticas Públicas. Esse material vem acompanhado de uma sacola de pano com alça para viabilizar o transporte, além de serem impressos em material impermeável, adequado aos ambientes de água, muita chuva e rios.

 

0.0/60votes
Voting statistics:
RatePercentageVotes
60%0
50%0
40%0
30%0
20%0
10%0
Click to share thisClick to share this