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março 23, 2012 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

Organização avaliadora do Banco Mundial promove oficina com vistas no futuro

Independent Evalutation Group é instituição “braço” que avalia as atividades exercidas pelo Banco Mundial

Gestão de Recursos Florestais para o Desenvolvimento Sustentável: Avaliação da Experiência do Grupo do Banco Mundial, este foi o evento que ocorreu nos últimos dias 22 e 23 de março em Brasília/DF.

Realizado e promovido pela IEG (Independent Evalutation Group ou, traduzindo, Grupo de Avaliação Independente), a instituição é um “braço” avaliador externo das atividades exercidas pelo Banco Mundial.

A Oficina Consulta com Sociedade Civil faz parte de um esforço internacional realizado em 15 países e, no Brasil, contou com a participação de representantes dos movimentos sociais, sociedade civil, universidade, setor privado e ONGs.

Com o objetivo de coletar as principais demandas existentes hoje na Amazônia, o primeiro dia do encontro foi em formato de mesa de debate. Na oportunidade, os participantes apresentaram essas lacunas a fim de buscar soluções em médio longo prazo.

Aladim Alfaia, diretor do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), esteve no evento representando a organização. Em sua opinião as obras do PAC e os interesses políticos são, hoje, um dos maiores desafios para os amazonenses.

“Se o Banco Mundial tem recurso para investir em hidrelétricas com facilidade de aprovação, porque não encontra também um mecanismo para facilitar a aprovação de pequenos projetos?”, questionou o diretor que finalizou dizendo “O Brasil só será um país de 1º mundo quando não tiver os mais de 30 milhões de brasileiros em condições de miséria que tem hoje e quando sua riqueza atingir também os pequenos produtores da Amazônia”.

O segundo dia de evento foi marcado por trabalhos em grupos e pela presença de profissionais ligados ao Banco Mundial.

Mark Lundell, do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, com escritório no Brasil, compareceu no evento e pode responder as questões levantadas pelos presentes, como de Paulo Lima, do Projeto Saúde e Alegria, quando questionou se a entidade não vem apoiando, novamente, projetos ambientalmente insustentáveis e que possam levar a deterioração do bioma na região.

Os grupos debateram acerca de leis e regulamentos sobre a possibilidade de emprego e oportunidade de negócio para as comunidades nas florestas e próximas a elas, bens e serviços e na participação ativa de grupos pobres e vulneráveis na formulação e implementação de políticas e programas florestais e de mecanismos de resolução de conflitos.

Andres Liebenthal, consultor ambiental de energia do Banco Mundial, abriu uma sessão de diálogos, em que os participantes puderam esclarecer outras dúvidas sobre os processos de avaliação de projetos e ações do Banco no país.

“Considero importante este evento, mas acredito que a maior transparência no processo de informações entre o Banco Mundial, governo e sociedade se faz necessário. O que falta é o retorno do que será sistematizado para que saibamos quais os próximos passos serão dados”, criticou Elyezer da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, regional do GTA em Rondônia.

Ao final do evento Stoyan Tenev, Gestor de Avaliação do Grupo do Banco Mundial, finalizou o evento informando que a troca de conhecimento foi rica para poder ouvir o que os comunitários acham que é a missão do Banco e que levará as contribuições à diretoria do banco para ajustar o interesse entre as partes.

Rede GTA – Grupo de Trabalho Amazônico

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