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novembro 21, 2016 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

Produtores do Arquipelago do Bailique estão em processo de certificação internacional FSC de açaizais

Os trabalhos desenvolvidos pela Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB) com o apoio técnico da Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA) e do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e financeiro por meio do Fundo Vale, propiciou, por meio de oficinas de boas práticas do Manejo dos Açaizais a capacitação técnica dos comunitários para a realização do bom manejo florestal.

A ACTB constituiu o grupo de manejadores de açaí composto por aproximadamente 100 produtores, que estão em processo de certificação dos açaizais pelo padrão SLIMF para pequenos produtores do FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal).

A primeira auditoria aconteceu entre 17 e 19 de novembro pela equipe do Instituto de Manejo e Certificação Florestal (IMAFLORA) e terá segmento com as orientações e padronizações informadas pelo órgão. A auditoria avaliou as adequações do manejo em função do padrão SLIMF para pequenos produtores e indicou os ajustes necessários do qual a Associação terá sessenta dias para adequar e dar continuidade ao processo de certificação.

Esse processo de organização dos produtores de açaí em busca das melhorias na qualidade e quantidade da produção dos açaizais, ao acesso direto ao mercado diferenciado, é parte de uma articulação maior do Protocolo Comunitário (um instrumento de empoderamento local e de gestão territorial e conservação da biodiversidade) como uma estratégia de sustentabilidade a criação e manutenção da Escola Família Agroextrativista do Bailique, através da constituição de um fundo financeiro oriundo do mercado do Açaí FSC.

A busca pela certificação é mais uma meta a ser conquistada ao longo dos meses pelas comunidades tradicionais do Arquipelago do Bailique, segundo Rubens Gomes, é o caminho que as comunidades encontraram para dar continuidade ao legado de conhecimento e infraestrutura deixados pelo Protocolo.

A capacitação dos produtores do Bailique para manejo de açaizais nativos aconteceu com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/AP), assim como a elaboração do mapa dos açaizais. As contribuições para o processo de certificação são diversas e compilam para o desenvolvimento das comunidades distantes e muitas vezes isoladas, como as do Arquipélago do Bailique que ficam a 160 km de Macapá.

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