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março 9, 2012 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

Rubens Gomes pede que Rio+20 priorize salvaguardas legais para o mercado de madeira legais para

“A Rio+20 é uma oportunidade para priorizar as salvaguardas legais do mercado da madeira” – disse Rubens Gomes

“A Rio+20 é uma oportunidade para priorizar as salvaguardas legais do mercado da madeira” – disse Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), durante a Reunião da Comissão Nacional da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), onde compareceram, além da ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira e Antônio Patriota, das relações exteriores, outros ministros ligado as área sociais, senadores, deputados e representantes da sociedade civil.

Segundo Rubens, “madeiras de nossas unidades de conservação são seguidamente roubadas, calcula-se de 80 a 100 mil metros cúbicos, na região da Transamazônica . E essa madeira é comercializada dentro e fora do país, sem salvaguardas legais”.

“Vários ministérios aqui representados consomem madeira manchada de sangue” - afirmou ele ao criticar que o governo não tem combatido o uso da madeira ilegal.

Na Amazônia lideranças comunitárias morrem todos os dias por denunciarem a prática de consórcios na extração de madeiras de zonas de Unidades de Conservação. Exemplo real desse cenário foi o casal Maria do Espírito Santo e José Cláudio Ribeiro, brutamente assassinados no Assentamento em que viviam no Pará, em junho de 2011.

Além de trazer a discussão ambiental, a Rio+20 terá também como eixos a questão social e econômica, abrindo espaço para o debate das ilegalidades que estão ocorrendo na Amazônia.

Rádios Comunitárias

Outro ponto que Rubens Gomes chamou a atenção diz respeito ao art. 18 do documento oficial da Rio+20, que prevê o acesso universal da informações e tecnologias de comunicação à população, “mas o que se vê na Amazônia, é a Polícia Federal fechando rádios comunitárias, sem que o governo tenha um plano de legalizá-las”, afirma.

Agenda 21

Ele lembrou também da importância do instrumento da Agenda 21, criado na época da Rio 92, mas que foi esquecido ao longo do tempo. E agora, há iniciativas de extinguila no âmbito do governo federal. “Não adianta tratar do clima do mundo, se não fazemos o dever de casa.”

Fonte: Assessoria de Comunicação Rede GTA

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