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março 9, 2012 Posted by GTA in Notícias da Rede GTA

Seminário Nacional de ATER discute políticas públicas para extrativistas

Cerca de 50 Lideranças extrativistas dos 27 estados brasileiros estão participando do I Seminário Nacional de ATER extrativista. O evento, que iniciou na noite de ontem (5), segue até quarta-feira, no Israel Pinheiro, em Brasília-DF

O Seminário tem o objetivo de elaborar estratégias conjuntas para o processo de formação de agentes e construir políticas para o novo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PRONATER) e está sendo promovida pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário –MDA.

Durante a abertura oficial do evento, o ministro Afonso Florence do MDA destacou a importância de que as discussões no evento deliberem políticas nacionais de ATER que atendam a sociobiodiversidade e que reflitam alternativas para acessar o crédito, estimular o mercado e gerir o recurso com vistas na garantia da sustentabilidade ambiental e econômica.

Ao enfatizar a importância do setor, Antônio Carlos Hummel, diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), fala que “nesse momento que a floresta é intensamente discutida vemos alguns gargalos e o principal deles é a falta de assistência técnica. É fundamental pensar em como estruturar a assistência técnica e trabalhar com a geração de recursos da floresta como fonte de renda para os povos que nela habita, mantendo a floresta em pé”.

Cláudia Calório, Diretora de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente, falou da necessidade de se ter uma política estruturante que reconhece a importância da população extrativista para a economia nacional.

A Rede GTA está representada por João Bosco Campos, da regional do Tocantins e Nilfo Wandscheer do Mato Grosso. De acordo com Bosco, o governo tem que investir na capacitação de agentes técnicos, em pesquisa para o uso dos produtos florestais e no intercâmbio do conhecimento tradicional e científico, para que as práticas extrativistas sejam valorizadas.

Para Carlinhos da Comissão Nacional das Populações e Comunidades Tradicionais (CNPCT) a maioria dos produtos que vão para a mesa do brasileiro hoje vem da pesca artesanal e da agricultura familiar. Aproveitando a presença dos ministérios ele ressaltou ainda sua preocupação com o Código Florestal. “Se o Código Florestal for aprovado da forma como está será uma grande ameaça à vida dos pescadores artesanais no Brasil”.

Já Manoel Cunha, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, agradeceu a oportunidade e ressaltou que esse evento vem atender ao chamado feito durante uma reunião do CNS para construir uma política extrativista.

Os participantes do seminário trabalharão em grupos temáticos e as propostas serão apresentadas na plenária de encerramento do encontro. Essas contribuições serão também incorporadas no texto na I Conferência Nacional de ATER.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Rede GTA

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