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Uma rede de comunidades da floresta

A Rede GTA foi gestada atendendo a uma necessidade de participação da sociedade civil conforme exigência que o G7 fazia para o governo brasileiro receber e executar os recursos doados em ações na proteção da floresta tropical, em especial a Amazônia. Essa exigência era uma demanda que fazia parte do Relatório Brundtland, chamado “Nosso Futuro Comum”, cujo desafio era trazer as questões ambientais para esfera do planejamento e para o centro das tomadas de decisões econômicas nos níveis local, regional e global.

O Relatório Brundtland, produzido pela Comissão Brundtland, nos anos 80, sintetizou o conceito de Desenvolvimento Sustentável como “aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”. Essa reflexão, entretanto, já vinha de longa data e encontra-se registrada em documentos do Clube de Roma (duramente criticado porque congelava tudo), da Conferência de Estocolmo, do Congresso de Belgrado e da Conferência de Tbilisi. Esse caudaloso rio de discussões, consubstanciado pela Comissão Brundtland, proporcionou o subsídio teórico e prático e conquistou muitos simpatizantes anônimos e famosos, e também muita resistências à causa ambiental. A criação do CNS em Outubro/1985, a morte de Chico Mendes em 22/12/1988, a oficialização da COIAB em 19/04/1989 são resultados desse processo, que desembocou na Eco-92.

Um pouco antes da Eco-92, no início dos anos 90, quando o Secretário da SEMA era José Lutzemberg e seu braço direito João Paulo Capobianco, a sociedade civil trabalhou para que o recém-criado Grupo de Trabalho Amazônico, o GTA, não tivesse apenas finalidade consultiva na definição das ações oriundas dos recursos do G7 para a Amazônia. O CNS e a COIAB decidiram, juntamente com as organizações sociais, estabelecer uma aliança mais ampla, já que tinham uma pauta exclusivamente direcionada aos extrativistas e indígenas, respectivamente. Juntas, essas entidades defenderam a participação do GTA não apenas do PPG-7, mas em todas as políticas criadas a partir de então para a Amazônia.

O movimento socioambiental amazônida decidiu, também, que o CNS, a nível nacional, devia separar-se do GTA para somar forças nas demandas políticas, porém, nas regionais todos poderiam se abrigar dentro da Rede GTA, fato que aconteceu após o segundo mandato do primeiro presidente da Rede GTA, Júlio Barbosa.

Quem somos

A Rede GTA é formada por 20 coletivos regionais em nove estados brasileiros que ocupam mais da metade do tamanho do país, envolvendo mais de 600 entidades representativas de agricultores, seringueiros, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, ribeirinhos e entidades ambientalistas, de assessoria técnica, de comunicação comunitária e de direitos humanos.

Com um grande número de projetos e mobilizações gerando novas políticas e atitudes ao lado de seus parceiros e outros fóruns socioambientais, a rede mostra que os maiores guardiões da biodiversidade e do futuro estão nas comunidades das matas, nos litorais, nos rios, nas florestas e demais remanescentes naturais.